Sagrado Ubá

Código de Postura

Itens importantes para os educadores do CSCM-UBÁ

1ª parte – FOCO: professores

1. O educador diante da indisciplina

O educando merece todo o respeito por parte dos educadores. Mesmo o indisciplinado. Indisciplina é sempre sintoma, não causa. A irreverência própria do adolescente ou mesmo a anomia que marca boa parte do mundo infantil, assim como problemas familiares e circunstâncias diversas, freqüentemente levam a incidentes disciplinares. O professor também tem sua parcela de culpa se: a) não tem um planejamento claro para suas aulas; b) não conquista a confiança e o respeito dos alunos; c) não constrói com os mesmos, de forma transparente, democrática e inequívoca, os limites nos quais a convivência se pautará. Se, contudo, o aluno mesmo assim se exceder, a postura de um educador do CSCM-Ubá é:

  • 1.1 - Contornar a situação deixando para, em particular e no momento adequado, retomar o ocorrido, estabelecendo com o adolescente um diálogo educativo para ambas as partes. Sempre que necessário tais conversas devem contar com a presença de um representante da equipe pedagógica;

  • 1.2 -  Encaminhar o caso ao serviço pedagógico, para a intervenção que se fizer necessária. Este serviço, bem informado e documentado, responsável por manter ocorrências escritas e assinadas pelos envolvidos, é parceiro do professor e do aluno, no sentido de buscar soluções justas para os problemas;

  •  1.3 - Saber lidar com o inesperado. O ato de “colocar para fora de sala” é extremo, pouco educativo e apenas alimenta um problema que é de todos, professor e aluno;

  • 1.4 -  Manter o equilíbrio emocional mesmo em situações em que o aluno esteja errado: gritos, ameaças e coisas do gênero acabam afastando os educandos do educador, criando grandes prejuízos para o processo de construção do conhecimento, que passa obviamente pelo afetivo;

  •  1.5 - Conhecimento do regimento escolar. Ele será aplicado todas as vezes que for necessário, em consonância com o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Cabe ao professor procurar conhecer os limites de sua atuação para não se sentir desautorizado depois;

  • 1.6 -  Confiança no trabalho realizado em equipe. A equipe pedagógica acionará a família do aluno e junto a ela vai procurar a solução para o problema. Em alguns casos é preciso a paciência para não atropelar o processo, que tantas vezes exige doses homeopáticas e não medidas extremas. O imediatismo atrapalha muito a condução de certas situações;

2. Ética é fundamental, não apenas como abstração teórica, mas aplicada ao cotidiano

A ética deve pautar a relação profissional entre todos os que trabalham nesta casa de educação. O educador, por suas atitudes, deverá comunicar transparência e honestidade, pois como Gailhac dizia “as palavras convencem, mas os exemplos arrastam”. Neste sentido, espera-se do educador do CSCM-Ubá:

  • 2.1 - Discrição. Não se comenta os métodos de outro educador e nem se alimenta junto aos alunos queixas e reclamações sobre terceiros. Temos que incentivar o “olho-no-olho”, não a fofoca. A equipe pedagógica, na impossibilidade de um bate papo franco entre os alunos e o profissional sobre o qual têm queixas, é o canal adequado para este tipo de reivindicação. Ao ouvir assuntos assim, interrompa o reclamante e encaminhe-o para a equipe;

  • 2.2 - Respeito ao processo democrático. Decisões coletivas passam a ser de todos, e por todos devem ser acatadas com profissionalismo. Frases do tipo “eu não concordei, mas o grupo decidiu assim...” são pequenas sabotagens ao trabalho em equipe e passam a idéia de um grupo que “não fala a mesma língua”. O momento da discussão coletiva e democrática é o momento para cada um se expressar adequadamente;

  • 2.3 - Respeito aos combinados. A escola possui regras, calendário e planejamento, discutidos e construídos com o próprio corpo docente e socializado com os demais profissionais. Se alguém age à revelia do que foi acordado, cria problemas para todos. Exemplos: alunos não podem ser dispensados de provas ou avaliações com a famosa “regra de três”; alunos não podem entrar em sala depois do professor; os simulados têm um determinado número de questões, valendo determinados pontos; as carteiras da sala de aula devem estar organizadas em fila etc. Se um professor, por conta própria, muda estas regras, passa por bonzinho, enquanto os outros passam por carrascos. No final, perde a escola, que fica desorganizada, com muitos pesos e muitas medidas;

  • 2.4 - Tudo o que dizemos da escola fora dela, de uma forma ou de outra, acaba chegando aos ouvidos dos que nela trabalham. È inadmissível perceber que um profissional fala mal da própria instituição onde trabalha por livre e espontânea vontade, expondo na comunidade o que deveria ser discutido intra muros;

  • 2.5 - Zelo pelo que é de todos. Ao sair da sala, apague a luz. Ao solicitar cópias xerox, faça a montagem do texto de forma a economizar papel. Após usar um equipamento móvel, guarde-o no lugar combinado. Ao usar a sala vídeo, desligue os aparelhos. Não deixe o data show ligado e a sala aberta. Não fume na escola, em qualquer de suas dependências, o ar puro também é de todos;

  • 2.6 - Atenção especial à aplicação de provas, simulados etc.; redobrada, quando, ainda por cima, tratar-se das avaliações formuladas por outro colega. A organização das carteiras, o monitoramento e o zelo são fundamentais para se coibir a prática da cola. É de total interesse da escola que tal processo ocorra com lisura e ética! Recomenda-se aos educadores que elaborem mais de um tipo de gabarito ou mesmo de prova, a fim de que haja maior justiça e transparência nesta atividade;

3. A relação educador-educando: manter a firmeza, sem perder a ternura jamais...

Entre educador e educando deve haver o mínimo de distância profissional, afinal de contas, sem ela não é possível educar. Muitos confundem ser terno, justo e amigo, com ser permissivo, e o processo educativo sai prejudicado. O educador do CSCM-Ubá, neste sentido:

  • 3.1 - Cultiva um vocabulário adequado. Não usa e nem permite o uso de palavrões e expressões de baixo calão. Pelo contrário, ressalta valores como a gentileza e a boa educação;

  • 3.2 - Sabe que nem toda brincadeira é saudável, portanto não permite e nem toma parte em brincadeiras discriminatórias, vexatórias, invasivas ou vulgares. Pelo contrário, faz o corte e aproveita a ocorrência para educar;

  • 3.3 - Separa o profissional do pessoal, e se por um motivo qualquer extra-sala tem problemas com um aluno, jamais usa de subterfúgios para “perseguir”, “alfinetar” ou mesmo “premiar”, “bajular”, quando possui laços extras de afeto ou amizade... Do portão para dentro, são todos educandos, independente de grau de parentesco, de status social etc;

  • 3.4 - Sabe manter-se neutro e imparcial. Em caso de competições na escola, por uma questão de bom senso, não toma partido, afinal todos os times ou equipes são formados por educandos seus;

  • 3.5 - Atua como defensor da vida, exalta virtudes do caráter, justiça, paz, respeito, tolerância... não faz a apologia do álcool, do preconceito ou de qualquer outro comportamento que atente contra os princípios básicos do JPIC – Justiça, Paz, Integridade da Criação, nossa bússola;

  • 3.6 - Ao compartilhar com educandos do ambiente virtual, possibilidade aberta pelas novas tecnologias, como sites de relacionamento ou programas de trocas de mensagem instantâneas, pauta-se pelos mesmos princípios inequívocos que balizam as relações pessoais do mundo real;

  • 3.7 - Está atento a qualquer manifestação de bullying e de forma alguma mantém-se indiferente: procura a coordenação pedagógica e buscam, juntos, uma forma de interferir no sentido de que não hajam discriminados, perseguidos, marginalizados etc neste espaço sagrado de convivência que é a escola – não reproduzamos ou sejamos coniventes com a reprodução disso que já há, por demasiado, na sociedade;

4. As reuniões, celebrações e plantões pedagógicos

Cada momento da vida escolar exige um ritual próprio. O bom profissional faz de cada um deles tempo para crescimento pessoal e do grupo. Na partilha fraterna toda a comunidade educativa sai ganhando. Por isso o educador do CSCM-Ubá deve estar atento a:

  • 4.1 - A capela é local privilegiado onde realizamos ao longo do ano momentos de celebração, muitas vezes curtos, porém significativos. Não é espaço para conversa paralela. Quem participa de um momento desses, mesmo antes do início, quer criar clima de oração e merece respeito. Em momentos coletivos, com participação de alunos, os educadores não devem assentar-se juntos, mas misturar-se aos jovens para ajudar a zelar pelo ambiente de silêncio e introspecção;

  • 4.2 - Conselhos de classe e reuniões pedagógicas são ocasiões onde muitas decisões importantes são tomadas. Ao professor cabe estar presente, participar ativamente e, para que a qualidade de sua participação seja melhor, é necessário que esteja com seu diário de classe devidamente escriturado e totalmente concentrado no que está sendo discutido pelo grupo. Não é o momento de corrigir provas, ler aquele texto interessantíssimo ou contar ao vizinho a última novidade;

  • 4.3 - A pontualidade nas reuniões é um sinal de respeito pela instituição e todos os que nela trabalham. Aqueles educadores que sempre se atrasam para chegar e/ou que sempre se antecipam ao sair, destoam do que se espera de um profissional de fato comprometido, parece coisa de quem está na instituição “fazendo um bico” ;

  • 4.4 - As reuniões com os educadores são riquíssimas oportunidades de partilha e confirmação do ‘jeito Sagrado de ser’. Espera-se que todos se organizem para delas participar, não como quem ‘perde uma hora de serviço’, mas como quem interrompe os afazeres diários para ‘ganhar qualidade’;

5. O educador e a organização do cotidiano escolar

Há uma frase que diz: “Urgente é aquilo que não foi providenciado no tempo devido!”. De fato, para quem deixa acumular tarefas ou para quem perde prazos, tudo passa a ser urgente e feito com atropelos. O CSCM –Ubá precisa, para sua organização interna, que cada qual sinta-se elo de uma grande corrente; se alguém falha, as conseqüências recaem sobre todos. Por isso é preciso cuidar de:

  • 5.1 - Acompanhar o calendário escolar. Nele estão todas as datas importantes do ano, que devem ser cumpridas. Cada professor e cada família possui uma cópia deste planejamento: encerramento de etapa, semana de simulados, prazo para entrega de notas na secretaria, eventos da escola etc. ;

  • 5.2 - Respeitar o prazo exigido pela mecanografia: cópias deverão ser solicitadas com dois dias de antecedência, acompanhadas de requisição assinada pela equipe pedagógica. Não se aceita, extra-turno e/o na última hora, pretender que o SOR ou a diretora, por exemplo, autorizem cópias que deveriam ter passado pela coordenação de segmento. Isto denota claramente atividade mal planejada;

  • 5.3 - Solicitar com antecedência espaços ou equipamentos como sala de multimeios, laboratório de informática, data show, salão nobre etc , para evitar surpresas desagradáveis, como programar uma atividade e descobrir na última hora que o recurso não estava disponível;

  • 5.4 - Arcar com seus próprios atrasos, não esperar “jeitinhos” ou “arranjos”. Se um professor não entregou seu simulado a tempo para digitação ou multiplicação, terá que arcar com as cópias ou assumir seu erro para a turma, que ficará prejudicada. Se as notas não foram entregues, os boletins sairão sem a nota daquele conteúdo. Porém, atenção: não é este tipo de profissional que a escola deseja;

  • 5.5 - Espera-se de todos os setores da escola pró atividade: todos já sabem dos eventos programados para o ano letivo, portanto, todos são corresponsáveis pelos mesmos. Ex: se as comemorações da Semana da Criança se aproximam, no que o áudio visual já pode se antecipar?; se a Páscoa já vem chegando, o que o setor de comunicação estratégica já pode ir preparando? – não que cada um vá fazendo o que lhe vier à cabeça, mas, partilhando com a CPG, o SOR etc, é possível antecipar problemas e buscar soluções;

  • 5.6 - Comprometer-se com o preenchimento da agenda on line, que envolve uma série de combinados a serem cumpridos: todos os dias cada turma deverá sair do colégio com, pelo menos, três tarefas marcadas; alunos com o mesmo nome devem ser registrados com sobrenome; etc. Cada professor é responsável por este importante instrumento organizador da rotina escolar;

  • 5.7 - Envolver-se nos Projetos Sociais é um de nossos diferenciais, além de compromisso inegociável com nossa memória histórica. O engajamento nos mesmos é fundamental para um bom resultado em relação às metas esperadas. A atenção começa já no Plano de Trabalho Pedagógico, estabelecendo Temas Iluminadores que realmente estarão presentes no fazer pedagógico da sala de aula. Na impossibilidade do educador fazer-se presente in loco em uma ação ou Projeto Social, que pelo menos incorpore a temática em foco à rotina da sala de aula;

  • 5.8 - Respeitar o organograma escolar, encaminhando solicitações a quem de direito. Todos os educadores devem estar a par das coordenações às quais estão ligados, sendo elas o fórum adequado para encaminhar solicitações, reclamações etc;

6. O educador e o trato com as famílias

  • 6.1 - Bom senso. Na presença das famílias um professor jamais deve comentar, por exemplo, que recebeu os alunos sem base: lembre-se, se estes alunos educaram-se aqui mesmo, na série anterior, tal comentário é uma crítica ao próprio colégio. Junto à equipe pedagógica é que se discute eventuais deficiências e se procura saná-las;

  • 6.2 - O atendimento às famílias é oportunidade preciosa para o professor demonstrar sua competência e segurança, estando bem fundamentado e mostrando comungar da filosofia da instituição. Sempre que necessário, é preferível solicitar o apoio da coordenação pedagógica do que deixar uma família mal atendida. Mas, lembre-se: raramente uma família procura o plantão de atendimento para falar com a direção ou com as pedagogas, a expectativa é mesmo o contato com o professor, por isso sua presença é tão importante;

  • 6.3- Sigilo e discrição são essenciais depois de uma reunião ou de um atendimento aos pais. Ou mesmo depois de uma reclamação feita por eles. O professor que, após um momento desses entra em sala com aquele tipo de fala irônica “não adianta pedir a mamãe para vir falar comigo”, está criando empecilhos a futuros diálogos, o que não é o desejo da escola;

  • 6.4 - Assuntos de escola nunca devem ser tratados na rua, no clube ou em ocasiões sociais. Mesmo que os pais insistam, é sempre oportuno fazer educadamente o corte e lembrar que na escola, dispondo de ocorrências, registros e fichas de acompanhamento, o serviço será melhor prestado. É preciso muito bom senso quanto ao que se conversa sobre a escola, estando fora dela;

  • 6.5 - É comum na educação infantil e na 1ª fase do Ensino Fundamental, que a família comemore aniversário de seus filhos na área de festas do colégio e/ou na sala de aula, no horário do intervalo, seguindo alguns critérios já divulgados. Não cabe à professora induzir o aluno a pedir uma festinha aos pais ou abordar as famílias “cobrando” algo do tipo. Esta decisão é íntima, pertence à família, não cabendo à professora se envolver. A presença da mesma deve ser sóbria, discreta, respeitando o espaço da família;

  • 6.6 – Educadores não recolhem dinheiro de alunos ou suas famílias, salvo expressa orientação da direção. Não vendem produtos aos alunos ou suas famílias, não estimulam que mães ou pais vendam qualquer coisa dentro do colégio. Não criam o constrangimento para a instituição de receber cobradores no local de trabalho. Cuidam para que questões pessoais não ultrapassem os muros a ponto de interferir na rotina profissional;

2ª parte – FOCO: funcionários

7. Portaria: a obrigação de ser uma surpresa agradável

As portarias são o cartão de visitas do colégio. O ditado diz que “a 1ª  impressão é a que fica”, e as portarias são justamente o ambiente que proporciona ao visitante uma primeira idéia do que encontrará no ambiente interno. Na recepção, não se pode encontrar decepção! Espera-se que as portarias do CSCM-Ubá ofereçam:

  • 7.1 - Ambiente limpo, organizado e capaz de abastecer a comunidade educativa de informações sobre o dia-a-dia da escola. O responsável pela portaria deve procurar estas informações junto aos responsáveis pelos serviços e no calendário pedagógico, enfim, estar sempre atualizado. Quando a pessoa da portaria não souber informar algo, imediatamente deve conseguir a informação, a fim de que o solicitante não fique sem resposta;

  • 7.2 - Ambiente agradável e, ao mesmo tempo, que tenha o profissionalismo como característica principal. Portaria não é lugar para brincadeiras, bate-papo, lanches, compra e venda de produtos, conversas particulares ao celular etc. Portaria é lugar por onde as pessoas passam, não é lugar onde se fica parado conversando;

  • 7.3 - Profissional capaz de lidar com o inusitado: pais nervosos, vendedores que querem expor seus produtos, alunos que chegaram atrasado etc. Deve prevalecer o bom senso: a escola não é lugar para se vender enxoval, mas os representantes de livraria são bem vindos e devem ser encaminhados à coordenação pedagógica; não se tenta argumentar com um pai ou uma mãe nervosos, é preciso encaminhá-los o quanto antes à coordenação, para que não causem tumulto na portaria; um aluno que chegue atrasado ou sem uniforme, mas venha acompanhado do pai ou da mãe, não deve ser barrado, mas encaminhado à coordenação; etc;

  • 7.4 - Acolhida. No caso de um evento especial, como formatura, é comum um dos formandos esquecer o próprio convite ou de um dos familiares. Sendo um aluno conhecido, seria deselegância nossa deixá-lo de fora. Prevalece o bom senso, óbvio;

  • 7.5 - Encaminhamento a quem for de direito. A portaria deve fazer uma triagem das pessoas que chegam ao colégio. Poupa tempo de todo mundo. Nunca se deve dizer a alguém “pode subir e procure fulano”. O procedimento correto é localizar a pessoa competente para atendê-lo e, somente aí, deixar o visitante entrar;

  • 7.6 - Zelo e bom senso na entrega de encomendas e recados a alunos. Quando um pai telefona e pede que seja encaminhado um recado a seu filho, o procedimento padrão é anotar e pedir que a auxiliar de disciplina tome as providências. Quando flores são entregues, o procedimento é encaminhar também à auxiliar. Em ambos os casos será preciso esperar o final das aulas para que o aluno receba o que lhe foi encaminhado. Muitas vezes o aluno telefona para o pai e pede que ele traga um trabalho, livro ou material esquecido em casa... este tipo de entrega deverá ser agilizada, claro;

  • 7.7 - Discrição, pois muitas vezes a família quer ser atendida sem muito alarde, outras vezes os assuntos são particulares etc. Até mesmo no momento da transmissão de um recado a algum dos profissionais da escola é preciso muita discrição: é inconveniente, por exemplo, na presença de pais e visitantes, colocar a coordenação ou a direção a par de alguma ocorrência desagradável. Há local e hora adequados para este tipo de repasse;

  • 7.8 - Zelo pela segurança dos alunos do colégio. Alunos de outras escolas, ex-alunos ou alunos sem uniforme, regra geral, não são autorizados a entrar no colégiopara dar um giro por aí e rever os amigos”. Namorado que quer dar um recadinho à namorada, vai ter que aguardar o final das aulas. Em casos especiais, solicitar análise da coordenação, a quem também devem ser encaminhados pais que desejem buscar os filhos antes do final das aulas ou conversar com algum professor;

  • 7.9 - A portaria não deve fornecer à família ou aos alunos o número do telefone de professores ou funcionários do colégio, salvo com o expresso consentimento dos mesmos;

8. Funcionários: educadores sim, por que não ?

Somos todos educadores, do porteiro à diretora. Nossa postura deve ser coerente com os princípios que pregamos e que podem ser sintetizados no slogan “em defesa da vida”. No trato com os alunos, o funcionário/educador deverá:

  • 8.1 - Manter a calma e a cortesia, mesmo quando o aluno não o fizer. Lidar com adolescentes e crianças exige boa dose de paciência e autocontrole. Não sendo possível dialogar, é fundamental informar a coordenação sobre qualquer indisciplina ou desrespeito, a fim de que providências sejam tomadas;

  • 8.2 - Zelar pela segurança dos alunos, estando atento a todas as situações de risco, atuando muito mais na prevenção do que na resolução de problemas. Durante o recreio, uma distração pequena pode dar causa a um acidente, por isso, é preciso olho-vivo;

  • 8.3 - Incentivar o cuidado com o que é de todos. Ajudar o aluno a perceber que a escola é patrimônio de toda a comunidade. Se mesmo assim a orientação não surtir efeito, encaminhar o caso à coordenação;

  • 8.4 - Saber guardar a distância respeitosa, o que não significa ausência de ternura, usando o bom senso. Por exemplo: não usar apelidos no trato com alunos ou permitir-se ser apelidado etc;

  • 8.5 - Procurar atender, dentro do limite do possível, as solicitações dos estudantes, em sintonia com a auxiliar administrativa e a coordenação, colaborando para que a escola seja um lugar acolhedor, onde se constrói parcerias;

  • 8.6 - Usar o bom senso sempre! Ex: ao aluno não é proibido namorar dentro da escola, mas é preciso observar certos limites; uma conversa em particular é bem mais eficiente do que chamar a atenção do aluno em público; etc.

9. O atendimento às famílias : sorriso e disponibilidade cativam a clientela

As famílias de nossos alunos devem ser sempre bem recebidas na escola. A presença da família jamais é um incômodo. O sonho de toda escola é ter a família sempre presente no ambiente escolar, claro, respeitando certos limites. O funcionário pode ajudar a tornar este desejo uma realidade. Para isto é preciso:

  • 9.1. Ser parte da solução  e não parte do problema. Se a família solicita um auxílio na limpeza da área de festas, faço ou providencio quem possa fazer! Se a família solicita uma informação, informo ou procuro quem possa informar! É fundamental nunca devolver à família um problema;

  • 9.2. Não alimentar insatisfações, procurar aliviar tensões. A família se queixa de uma professora, encaminho-a à coordenação pedagógica, em vez de dizer “xiii...a senhora é a 20ª mãe que reclama isso!” ; a família diz que vai tirar os filhos do colégio, ouço-a pacientemente e lembro-a que a direção está sempre aberta a acolher críticas e sugestões. A isso se dá o nome de “vestir a camisa do colégio !”;

  • 9.3. Manter o profissionalismo. Nunca confundir o ambiente de trabalho com nossas amizades pessoais. Um funcionário não deve jamais vender rifa, perfume ou o que quer que seja aos familiares de nossos alunos, mesmo que estes sejam amigos pessoais do funcionário;

  • 9.4. Não é elegante que um funcionário ignore a presença de um visitante, tendo sempre para ele um sorriso e um cumprimento cortês. O uniforme ajuda a criar também um clima de organização, por isso deve ser usado sempre;

  • 9.5. As famílias não podem ter acesso direto à sala de aula, sem antes passarem pela coordenação pedagógica de segmento;

  • 9.10. O atendimento às famílias é prioritário: qualquer reunião pode e deve ser interrompida se um pai ou uma mãe quiser falar com alguém da equipe pedagógica ou do trio gestor;

  • 9.11. Funcionário que passa o dia ocupado falando ao celular destoa do que se espera de alguém atento à sua função e zeloso em relação ao cliente. Inadmissível em um funcionário da portaria, o celular também não é desejável aos outros;

10. O relacionamento com as religiosas : gentileza e disponibilidade total para com as “donas da casa”

Desde 1911 as religiosas do Sagrado Coração de Maria são presença viva de Padre Gailhac na cidade de Ubá através do CSCM e de outros serviços pastorais. Delas somos todos aprendizes e devedores, herdeiros de uma tradição conquistada com muito suor e muita gratuidade. Por isso, no trato com as religiosas, todos desta casa de educação precisam estar dispostos a:

  • 10.1 -  Acolher, em consonância com o trio gestor, a coordenação e a auxiliar administrativa solicitações que nos forem encaminhadas;

  •  10.2 - Construir clima de fraternidade e amizade, compartilhando do mesmo espírito da qual as mesmas se imbuem ao relacionarem-se conosco. Que a uma religiosa jamais falte um sorriso, uma palavra de carinho e uma saudação fraterna;

  •  10.3 - Participar dos momentos fortes e significativos, coordenados pelo SOR, ligados à vida do Instituto e seu fundador, prestigiando com sua presença participativa as celebrações e encontros desta natureza;

11.O funcionário e a organização do cotidiano escolar

Com certeza, nem só de professores e alunos vive uma escola, o funcionário é peça-chave no cotidiano desta casa, somos todos elos de uma grande corrente. O que se espera de um funcionário, neste sentido é que ele seja capaz de:

  • 11.1 - Desempenhar sua função com competência e capricho, seja ela qual for. Nos pequenos detalhes é que isto transparece: um corredor bem varrido é diferente de um corredor varrido, uma secretaria bem organizada é diferente de uma secretaria organizada etc;

  • 11.2 - Trabalhar em equipe. Tantas vezes é preciso mais do que saber trabalhar em equipe, e sim ter espírito de time: todos contribuem jogando bem para que o gol seja marcado. Muitas vezes é preciso que o funcionário auxilie seu colega, do mesmo setor ou não, a fim de que tudo corra bem;

  • 11.3 -  Economizar como se o fizesse para si próprio. Somente um mau funcionário fica indiferente diante do desperdício, seja ele de tempo ou de material;

  • 11.4 - Estar atento à vida escolar. O dever de acompanhar o calendário do ano letivo não é apenas do professor, mas de todos que trabalham na escola. Se um evento se aproxima e o funcionário sabe que envolverá seu setor, deve se perguntar e ao seu responsável direto a respeito das providências que já podem ser tomadas com antecedência;

  • 11.5 - Cuidar de seu material de trabalho, zelando pela sua conservação;

  • 11.6 - Zelar pela ética e pelo bom relacionamento do grupo, não sendo agente ou incentivador de fofocas, boatos, desavenças ou qualquer coisa que fira o compromisso cristão com a Justiça e a Paz;

  • 11.7 - Respeitar o organograma escolar, encaminhando solicitações a quem de direito. Todos os funcionários devem estar a par do serviço ao qual estão diretamente ligados, sendo ele o fórum adequado para encaminhar solicitações, reclamações etc;

  • 11.8 - Iniciativas, por melhor intencionada que sejam, quando extrapolam o normal da função de cada um, devem vir precedidas de diálogos com responsáveis. Ex: um funcionário não inicia uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar uma determinada causa, dentro do colégio, sem estar devidamente autorizado a fazê-lo.

12. Atenção a outras situações corriqueiras no cotidiano da escola

  • 12.1 - O funcionário, diante de um “lanche comunitário” preparado com os alunos, não recolhe o que sobrou sem antes conversar com a pessoa que coordenou a atividade. Nem se mistura aos alunos quando a atividade for planejada para ser feita com apenas com os estudantes;

  • 12.2 - O funcionário convidado para um aniversário que está acontecendo na escola, conversa primeiro com o responsável imediato antes de ausentar-se de seu setor. Sua presença deve ser discreta e rápida, respeitando o espaço da família naquele momento;

  • 12.3 - Funcionários de setores informatizados devem saber que o uso de MSN é permitido apenas quando extremamente essencial ao setor, e mesmo neste caso, deve ser utilizado de maneira responsável;

  • 12.4 – É preciso muito cuidado em festas ou grandes eventos da escola, quando um aluno solicita coisas do tipo “guarde meu celular para mim” ou “toma conta deste relógio uns minutinhos”... Sendo impossível garantir a segurança de qualquer dos pertences, é preferível educadamente justificar-se e não atender ao pedido, do que responsabilizar-se pelo que não pode vigiar;

  • 12.5 - Cada qual no seu setor, fazendo o seu serviço! Nada pior do que uma pessoa que fica vagando por todos os setores, batendo papo, esticando sua permanência para além do necessário...atrapalha o colega, atrapalha a si mesmo... todos saem perdendo;

  • 12.6 - Observar pontualidade nos horários de cafezinho: não alongá-los indevidamente e procurar fazer daquele espaço um local de convívio fraterno;

  • 12.7 - Saídas da escola durante o horário de trabalho devem ser negociadas com o responsável direto pelo setor;

  • 12.8 - Cuidar para que questões pessoais não afetem o ambiente de trabalho. Mantenha eventuais cobradores longe de sua rotina profissional, por exemplo.
COLÉGIO SAGRADO CORAÇÃO DE MARIA - UBÁ / MG
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